Está terrivelmente frio, mas não ainda neva. A cidade é triste e vazia com os monumentos cobertos, e os cafés não ficam abertos até tarde como há seis meses. Não há nada para se fazer, mas ele tampouco pode ir embora; resta sempre uma esperança de que ela apareça na próxima esquina, desça do próximo trem. É preciso comprar um casaco, pois não sabe quantos dias será necessário agüentar o frio, escutando o eco das ruas semivazias. Conta os centavos para pagar um café.
A mediocridade é mais suportável quando se pode suspirar, uma vez por ano, olhando o calendário?
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