quarta-feira, 22 de junho de 2011

Apresentação

Eu amei a literatura desde sempre. Alguém deveria ter me avisado de que escrever era um sonho obsoleto e que o mundo futuro não precisaria de poemas – mas não se deve confiar nos mais velhos. Durante muito tempo, eu não escrevi nada; ainda há momentos em que eu não escrevo nada, afinal existem poucas espécies de flores comestíveis. Mas o desejo permanece, e sempre retorna no primeiro sábado à noite depois do fim do namoro, diante da panela de brigadeiro ou na primeira segunda-feira de férias, tomando um capuccino no café semivazio: quando o mundo pára um pouco de buzinar.

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