A vida é repleta de situações surreais, obrigações que nenhum sujeito esperava enfrentar. O amor se transmuta em pilhas de presentes e orçamentos de bufê, roupas jamais usadas em condições normais de temperatura e pressão e uma multidão de parentes desconhecidos. De tal maneira que ele deseja uma crise de amnésia temporária para não enfrentar a situação. E no final a angústia se transmuta em fotos alegres, sorridentes, que ninguém se lembra de ter tirado. (Nessas horas eu sempre me lembro de Slavoj Zizek: o único efeito prático de se apaixonar é ter que resolver problemas que não existiam antes.)
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