Há piadas que ninguém pode fazer se não quiser revelar quantos anos tem: comentários sobre a Cortina de Ferro, evocações do Plano Collor. Essas coisas que ficam na lembrança e só muitos anos mais tarde, em conversas de bar e fóruns do Orkut, a gente descobre que fazem parte da memória coletiva e nos afetam mais por mostrar a que geração pertencemos do que pelos efeitos na geopolítica.
Não adianta pensar no que não aconteceu ou no que poderia ter acontecido: o dinheiro da poupança que sumiu e a Perestroika são mais parte da nossa identidade do que da História.
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