Fazia dias que ela andava pela floresta, ininterruptamente. Ela não tinha mais casa, nem família; se os perdera ou fora expulsa por algum motivo, nem ela se lembrava mais. Seu único pensamento, afixado no cérebro entorpecido, era chegar a um abrigo.
Certa manhã, avistou de longe a fumaça de uma chaminé e sentiu o cheiro doce do mingau: não se lembrava da última vez em que comera. Aproximou-se da mesa e provou um pouco de cada prato, com medo de que dessem por falta. Exausta, sentou-se um pouquinho em cada cadeira e por fim se deitou na cama mais escondida.
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