quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Experimento para uma ficção científica II
Um dia tomou, como programado antes da tragédia, um outro ônibus que a levava para o serviço ocasional em uma empresa distante. Estranhou na portaria o movimento habitual dos carros e do trem: sempre havia sobreviventes hostis, mas eles dificilmente agiam às claras. No interior do prédio, a mesma circulação de engravatados e mulheres de terninho e salto alto não denunciaria nada, se pela janela não se avistasse parte da cidade arrasada, com a ponte principal partida em duas. Chegou ao escritório onde trabalhava o seu cliente, e ele parecia ocupadíssimo como sempre, e como sempre pediu para ela esperar.
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