Todas as vezes em que eles se despediam – geralmente, quando ela embarcava no ônibus de volta para casa, ele parado de pé no ponto – havia a estranha sensação de que não se veriam mais. A rigor, eles não eram nada um do outro; não existia nenhuma forma de compromisso, de obrigação; e, quando eles passavam o final de semana juntos, havia uma sensação de cansaço, de que eles não tinham mais o que falar. Apesar disso, uma dos dois sempre acabava ligando depois de alguns dias, e marcavam de se encontrar, terminando a noite abraçados na cama de um deles.
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