Dois séculos atrás, a Grécia começava a guerra de independência. Diante da possibilidade de vitória de um império muçulmano, os governos europeus hesitaram: eram todos monarquias em crise, e ajudar o povo grego podia se um jeito de lembrar os seus súditos de que existia a democracia. Não é a primeira vez, portanto, que se usa a Grécia como bode expiatório dos problemas do continente, e que ser o berço da civilização se torna mais uma maldição do que uma bênção. Como antes, espera-se de braços cruzados que resolvam um problema que não nasceu ali, e ali não se extinguirá.
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