Não há site internacional que não tenha dado destaque à notícia, que de nova não tem nada. O surpreendente não são as imagens da enxurrada, cidades varridas pela correnteza, famílias inteiras desaparecidas sob suas próprias casas; o mais surpreendente, ano após ano, é a chuva de desculpas, que começa como uma garoa fininha já em dezembro, e aos poucos se tranforma num temporal: não sabíamos que choveria tanto, não sabíamos onde choveria, não sabíamos. Onde o dinheiro foi parar? Enquanto se afastam prefeitos e se instalam CPIs, não se evitam o correr do calendário e a chegada inexorável de janeiro.
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