quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Entre o Proust e Sylvia Plath
Os livros se empilham ao lado da escrivaninha, dentro do armário e debaixo da cama. E, enquanto não são lidos, vingam-se acumulando pó. Não se importam se você já os leu há dez anos, se anotou em todas as margens da página ou se adormeceu com ele no colo; eles ocupam o mesmo espaço, que é sempre excessivo quando não servem ninguém. Os livros bem que podiam desmaterializar-se numa espécie de limbo quando não precisamos deles. Mas a graça é justamente anunciarem a sua obsoletude desde que eu me lembro, e continuarem ali, mofando e amarelando, com seu cheiro inconfundível.
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