segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Tarso da Silveira

O que existe, de fato, é um problema de memória: só importa o que acabou de acontecer. Por isso, os indivíduos que se opuseram à proibição do comércio de armas não devem se lembrar do que disseram há quatro ou cinco anos, e se indignam diante do sujeito que vendeu armas e munição a um rapaz estranho e sem amigos, porque um cidadão tem o direito de se defender. À parte o estarrecimento e a dor, já imensuráveis, é uma tragédia que se completa com a infeliz coincidência do show do U2, enquanto nossos próprios políticos renunciaram, excepcionalmente, à demagogia.

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