Quando contava para a família em cada, em longos e-mails de desabafo ou pelo telefone, achavam simplesmente que era mentira e que não queria assumir a responsabilidade. A primeira ficava na esquina de uma rua erma onde ela foi assaltada, pela primeira vez na vida; a segunda estava coalhada de baratas mortas, sendo que ficava no sétimo andar de um edifício famoso; e a terceira era anunciada como imóvel independente, mas na verdade um quarto de pensão. Era ainda mais difícil convencê-los de que se tratava de quitinetes de trinta metros quadrados quando contava que custavam exatamente o seu salário.
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