segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Ecos
Tanto quanto a pista de dança, aquele ambiente era repleto de sons: a menina que vomitava no último reservado, duas amigas fofocando entre risadinhas, uma outra chorando no sofá do canto, a maquiagem borrada. Da cabine da pick-up, tão distante, sentiam-se apenas as vibrações no chão. Estava sóbria, mas ainda sentia algo de errado: o banheiro rodava ligeiramente, e as vozes pareciam misturadas com a música. As colegas de trabalho cochichavam o tempo todo coisas que ela, que não as conhecia direito, não entendia – embora uma delas insistisse que ela beijasse um rapazinho do departamento de contabilidade, para “se integrar”.
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