domingo, 7 de agosto de 2011

Pra eu lembrar de ti

Noite fria de quarta-feira, um auditório fechado, e, com cento e cinqüenta pagantes sentados (ingressos esgotados em dois dias), foi quase como se a banda tocasse na sala de casa. Sábado à tarde, um raro dia de sol no inverno, um gramado no parque do Ibirapuera, entre negrinhos e bergamotas, e foi exatamente um piquenique em que alguém se lembrou de trazer um violão e uma caixa de brinquedos: em que as canções deliciosas já conhecidas sempre podem ter uma nova sonoridade, extraída da percussão dos objetos mais inesperados, enquanto o céu ia perdendo o azul em um pôr-do-sol espetacular.

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