Talvez o traço arquitetônico que distingue as verdadeiras faculdades seja, na verdade, o gramado em frente, onde os hippies tocam bongôs, os revolucionários pingam cartazes e todos fumam baseado. Onde passam estudantes de capa longa preta sob o sol escaldante, carregando livros em caracteres góticos, virgens pálidas em blusinhas cor-de-rosa, e onde circulam à noite garrafas de vinho barato.
Porque a faculdade, antes de ser um lugar, é uma época: cada um escolhe em qual deseja viver, e mesmo quando acredita escapar de todas, basta um passo para fora para descobrir-se subitamente anacrônico, vivendo em qualquer tempo, exceto o futuro.
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