O mundo é cheio de segredos, gostariam de crer alguns; os imaginários de preferência derrubam governos e destroem reputações, enquanto os verdadeiros correm defronte nossos olhos ou sob os nossos pés.
Os Templários entram sempre.
O que faz um mistério vendável é chamar uma tolice de conspiração: a virgindade de Maria, a descendência do Messias, fabricar ouro. Entrementes, os passageiros do metrô enfiam o nariz na revelação de segredos celestes sem perceber que eles mesmos funcionam como conduíte das correntes telúricas: uma pedra caída do céu. O que diverge melhor de um segredo do que proclamá-lo, deformado, aos quatro ventos?
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