segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Barão de Mauá

Todos os dias, neste horário, os motoristas neste cruzamento buzinam para os outros se mexerem, como se eles mesmos não fizessem parte do congestionamento. Engraçado que, há vinte anos, sentada no banco traseiro do carro dirigido pela minha mãe – praticamente o lugar onde eu cresci – eu já estava às seis e meia da tarde neste exato semáforo e me perguntava o que tanta gente fazia ali ao mesmo tempo, e devem ser os mesmos, presos há duas décadas ao mesmo compromisso urgente. A vantagem é que hoje o som das buzinas me avisa que a hora do meu cochilo acabou.

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