Pode ser que ninguém mais se lembre do ICQ, mas os mecanismos da celebridade continuam perversos, como num sinistro show de Truman. Quem escolhe, com quais critérios, quem fica famoso e quem permanece anônimo? Ou, como o Youtube nos ajuda a fazer de conta, trata-se de um evento aleatório? Fala-se muito da falta de identidade de quem vive sob os holofotes, como num anúncio permanente, casamentos e gravidezes apenas para a capa de Caras. E de quem clica, minuto a minuto, nos links que alimentam esses holofotes e empurra lá para baixo nas ocorrências o debate sobre o código florestal?
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