Ele mal sabia que ela existia, no clichê mais cansativo. E ela adormecia todas as noites pensando nele com intensidade, para não pensar nos problemas do trabalho que a atolavam. Uma noite, ela estava no escritório, onde mesas de bufê cobertas de iguarias substituíam os computadores: nada a atraía, e ela decidia ir embora. No último degrau da escada, porém, um monstro pré-histórico a aguardava e, enquanto gritava em desespero para não ser devorada, acordou. Ele estava ao seu lado na cama, consolando-a do susto, perguntando o que acontecera. Ela respondeu que só fora um pesadelo e adormeceu de novo.
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