quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Brigadeiro

Houve um tempo em que as horas eram marcadas pelo barulho das buzinas, que era alto às oito da manhã, aumentava novamente ao meio-dia e desaparecia durante a tarde, para crescer aos poucos e ficar insuportável só pelas sete da noite. Então, em algum momento da minha adolescência, os motoristas se esqueceram de buzinar, como se tivessem percebido que era inútil. Mas agora se lembraram, mas nesse ínterim a cidade se transformou num congestionamento permanente, e, para coroar o trânsito emperrado e o calor, nada como um coro desafinado de buzinar e o trautear do desfile de vendedores de semáforo.

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