Às vezes é divertido andar pela própria cidade como quem passeia por um país estrangeiro: caminhar pelas ruas e tentar imaginar a história dos edifícios e o que pensam aquelas pessoas. E ter a idéia de que é comum, que todos os finais de semana é possível interditar a principal avenida da cidade para que os carros dêem lugar aos pipoqueiros e cachorros. Como um turista, andar sem objetivo, apenas para que os ladrilhos dos pavimentos te conheçam e os passantes com hora marcada se irritem: porque a rua só é propriedade de quem a trata com o devido respeito.
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