segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Fantasma do Natal presente

Mandou um e-mail para o irmão com o texto mais vago possível, porque não sabia como se chamava a esposa dele nem quantos anos tinham os sobrinhos. Jantou qualquer coisa em casa antes de sair, porque a balada de Natal já se tornara uma tradição e era mais agradável do que ficar no apartamento vazio, porque os colegas de república tinham todos viajado para as cidades de origem, visitar a família, e só voltariam no Ano-Novo, que passariam na Paulista. Não queria telefonar para ninguém, nem era conveniente: os outros tinham pais e irmãos, filhos e maridos para cuidar. 

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