domingo, 25 de dezembro de 2011

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Ela tinha convidado alguns colegas para o show, mas ninguém conhecia as bandas que iam tocar. Tentou marcar uma cerveja para depois, mas os horários não acertavam: era sempre o aniversário de alguém, a hora do plantão no trabalho, o dia da mudança. Do show para o barzinho ela caminhava sozinha entre grupos barulhentos de amigos, enquanto ela recebia os torpedos com as desculpas – não deu, não vai dar, outro dia a gente vê. E acabava se divertindo com recém-conhecidos que encontrava no balcão – as pessoas com quem convivia todos os dias, afinal, não faziam idéia de quem ela era.

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