segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Zazulejo 5:41

Quem separa, afinal, o que se diz certo do que se diz errado, e a troco de quê? A facilidade de zombar de quem não teve a mesma oportunidade, como se a língua – assim como o carro, o celular e a proteção da polícia – só pudesse ser usada por quem pagou por ela. Seria uma discussão quase científica, quando não servisse para desqualificar candidatos a cargos públicos contra os quais não se encontra outro argumento, ou preencher a pauta de um telejornal com problemas de assunto: a concordância nominal vigiada por quem desvia verbas públicas e sonega imposto de renda.

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