Ombro a ombro diante de cada quadro, os olhos observam atentos; os pés se movem no mesmo ritmo lento e desajeitado e os olhares seguem sempre as mesmas linhas. Lá fora, no parque, os passarinhos chamam. Em resposta comenta-se a respeito da expressividade das cores, de luz incidindo sobre as esculturas, de pontos de fuga, de naturezas-mortas. Encostada junto à porta, há uma escultura imóvel em tecido azul, que entretanto suspira. Indiferente a tudo, apenas uma coisa a movimenta, como uma estátua viva de parque que reverencia os turistas: quando uma criança se aproxima, grita: Não pode tocar nos quadros!
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