Tudo é contado pela perspectiva do dia seguinte: ele acorda do lado de fora da porta, do outro lado do espelho, e se recusa a sair da cama. No meio do caos do burburinho sonoro do Baixo Augusta, entre sons de brinquedos irritantes dos camelôs da 25 de março, de eletrodomésticos com defeito e de anões de jardim, acrescido de uma boa dose de autoironia e de uma orgia de referências musicais, ele tenta se lembrar ou esquecer do que aconteceu. Se gente saudável vem tocar do país inteiro, ressacas e arrependimentos é que formam a mais paulistana das bandas.
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