Quando passamos muito tempo neste lugar, nos transformamos em uma categoria particular de fantasma: pessoas que ninguém enxerga, mas que ao mesmo tempo não enxergam ninguém. E talvez não damos conta do quanto é perigoso nos acostumarmos a sermos invisíveis e ao fato de que ninguém percebe quando estamos ali – e tampouco quando não estamos. Há, entretanto, uma jouissance em ser invisível: com o celular desligado, sem Twitter, não há nenhuma pessoa no planeta que saiba dizer onde você está. E, enquanto você escreve num café qualquer, a irrelevância do seu insight e da sua cólica ficam ainda mais evidentes.
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