domingo, 17 de julho de 2011

Bocejo

Ele a encontrou sentada no sofá do hall do cinema, de pernas cruzadas, e um pé da sapatilha escorregara para o chão. Perguntou o que ela queria fazer. Ela não sabia. Havia um filme iraniano, um espanhol e uma animação canadense. Tinham inaugurado um café novo e dois restaurantes, e uma conhecida lançara um livro que só se vendia em determinada livraria. Uma colega de trabalho dele expunha numa galeria alternativa próxima. Enquanto enumeravam, ela observava os joelhos dela que saíam da bermuda. E pensou no dia em que poderia beijá-la sem ter que usar um filme iraniano como desculpa.

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