segunda-feira, 25 de julho de 2011

Um terral que precede o chover

Um show às duas horas da tarde de domingo, em um dos palcos menores, pode parecer uma atração secundária. Não importa: depois que desci aos tropeções o caminho do vale em direção à vila de Paranapiacaba, ao dobrar a esquina da rua da Estação, foi o coro do público que me levou à direção certa. Nada mais improvável do que cantar junto uma canção sobre uma cidade sem inverno enquanto a neblina cobria no meio da tarde a visão dos morros em volta e sopra o vento úmido: o calor está presente e não se dispersa no reino da alegria.

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