domingo, 3 de julho de 2011

Arte pós-moderna

O pátio da escola de arte ficou em obras durante semanas: pedreiros iam e vinham, carregando imensas tubulações de várias larguras que eram serradas ali mesmo e depois encaixadas em ângulos; empilhavam-se tijolos a um canto, enquanto em outro misturava-se argamassa. Latas de tinta permaneciam abertas, exibindo várias cores: branco, cinza, laranja.
         Os colegas passavam ansiosos, observando a movimentação, na expectativa do que ali surgiria. Discutia-se a procedência da obra, faziam-se apostas. Até que um dia, sem aviso, tudo desapareceu: o pátio voltou ao que era antes, sem tubulação nem tijolos, sem argamassa nem tintas. (A instalação eram os pedreiros.)

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