Há muitos dias estranhos para se andar de metrô, mas nenhum é tão estranho quanto o sábado de manhã, quando há passageiros que vão para o trabalho, sonolentos e com os cabelos molhados, e que voltam da noitada com os olhos apertados de ressaca, tentando não dormir e perder a estação. Quando ele observava os garotos ainda com cheiro de perfume e cigarros, sentia uma inveja que tinha uma ponta de saudade. Quando ela via os trabalhadores através do véu de cabelos desarrumados, lembrava-se das longas manhãs passadas no cursinho e já não conseguia compreender por que eram tão importantes.
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