sexta-feira, 29 de julho de 2011

Itaim Bibi

A gente tem sempre coisas demais para resolver: pagar, assinar, pedir para alguém assinar. E pouco tempo para não ter pressa. Andar pelas ruas de um bairro desconhecido, olhar as vitrines de lojas estranhas e ver adolescentes usando roupas que antes você só viu em revistas; um mundo em que todos os homens usam terno e os atendentes são gentis. Sentar em uma mesa qualquer com vista para a rua, pedir um café e assumir seu status de desocupado, ou seja, escrever. E igualmente o seu status de obsoleto: escrever a mão sentada ao lado de uma fileira de iPads.

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