quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Apenas para fins ilícitos

Ao chegar, atrasado como sempre, sorria para a professora antes de tomar lugar. Quando interrogado, abria um sorriso antes de dar a resposta correta sem hesitar. Na porta da balada, não importava se o nome dele estava na lista ou quantas bebidas grátis era permitido tomar: as portas se abriam e nenhuma garçonete dizia não. Talvez ele nem soubesse como é que conseguia tudo aquilo: aprendera ainda em criança como um gesto de gentileza, e sorria de forma tão inocente e espontânea que parecia crer que apenas a sua consideração fazia as coisas tão fáceis e assim se tornava irresistível.

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