Por que ela queria tanto que eu fosse adulta? Uma vez, no meio da festa, me puxando pelo braço do meio da roda com as outras crianças. Um pequeno discurso, na maior parte incompreensível, sobre pessoas crescidas que não precisam de amigos. Os brinquedos escondidos no sótão e a Barsa no lugar deles. As histórias contadas para as visitas, inventadas, sobre a minha precocidade. A roupa cheia de rendas para eu não me sujar, o cabelo armado com grampos para eu não me mexer. E assim, limpinha e quietinha, séria e sozinha, no canto do salão, fiquei igualzinha a você.
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