terça-feira, 18 de outubro de 2011
Não é preciso complicar
Ele saía do show, exausto e feliz como sempre, e depois de um monte de autógrafos ajudou os amigos a carregar as caixas de equipamento; parou na calçada e por um segundo fechou os olhos, curtindo a brisa fria da noite. No segundo seguinte ela estava ao seu lado com um brilho no olhar, saltou na ponta dos pés e beijou-o na boca; ao soltá-lo, ainda o encarou com um sorriso maroto antes de desaparecer correndo. Só houve reflexo para recolher a fivela de cabelo caída no chão e registrar a sombra de um vestido azul engolido por um táxi.
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