Estava tudo bem, tudo muito divertido e até engraçado, quando tudo começou a mudar, e rápido. Num momento havia gente andando em sentido contrário, no seguinte estavam todos correndo e foram para quadras abaixo, onde um rapaz se encolhia embaixo de um cassetete enquanto os amigos gritavam desesperados. Enquanto fugiam da polícia sem olhar para trás, não percebiam que viam nascer um novo conceito jurídico de apologia ao crime, que estranhamente se aplicava a trocadilhos quase infantis com a palavra pamonha, mas garantia a liberdade de expressão a quem achasse normal ou engraçado quando uma mulher fosse violentada na rua.
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