segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Nós e eles

É inexplicável como pessoas diferentes podem coexistir mas não conviver no mesmo espaço, ignorando a existência umas das outras ou descobrindo-as através da televisão. Como a cidade já parece uma Blade Runner de tantos helicópteros, não custa compará-la a um filme de desastre desses em que pobres e ricos se descobrem iguais e que dependem uns dos outros para sobreviver. Mas o vendedor de seguradora, a estudante de jornalismo e o sujeito de rosto tatuado seguem andando protegidos pela gravata, pelos fones de ouvido e pela máscara e não enxergam nem escutam nada nem se anões fantasiados dançassem na rua.

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