domingo, 30 de outubro de 2011

Menina 2:51

Enquanto ela subia a rua, cujas esquinas já se enxergavam iluminadas por um pedaço de sol, exausta e começando a ficar de ressaca – era incrível a quantidade de sujeitos sem noção que se aproximavam segurando latas e abrindo os braços. Havia muito tempo, ela achava graça neles e sentia até pena do olhar carente de cada um. Mas agora, caminhando em direção ao apartamento meio vazio – na parede a marca da parede que fora tirada, os livros empilhados, uma camiseta ainda no chão e a mesa sem computador – só desejava a paz. E não se apaixonar, por ninguém, nunca mais.

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