Você anda por ruas esburacadas e cinzentas onde homens cobertos de cinza caminham na direção contrária te obrigando a desviar de seus sacos valiosos de sucata e pesados iPhones valiosos, e desce as mesmas íngremes ladeiras sem graça entre muros ásperos rumo ao mesmo emprego onde todo mundo parece te odiar sem uma razão aparente. Você sorri para a caixa da Eletropaulo onde alguém escreveu uma frase legal ou para a casa abandonada com um fantasminha do Pac-Man na fachada e, mesmo com a promessa de viver muito bem depois de trabalhar trinta anos, é só isso que faz sentido.
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