A não ser que o espectador saiba cantonês, pois não há legendas, toda a história é contada sob a perspectiva do protagonista, com um sujeito falando o tempo todo coisas indecifráveis sem que a gente tenha muito mais elementos que o personagem de Ricardo Darín para deduzir o que ele diz. Se Kafka escrevesse uma comédia, ela seria exatamente desse jeito: duas horas de Amélie Poulain sob a perspectiva de um Colignon preso a velhos hábitos e à casa dos pais, que passa a maior parte do tempo se perguntando quem foi que pôs aquele elemento estranho em seu apartamento.
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