A noite era bela como uma armadilha, com se a lua à vista e o taxista gentil fossem apenas um caminho mais curto até o tarado da machadinha. O vestido azul novo ainda incomodava na cintura, mas se esqueceria disso quando chegasse lá. “Lá” era apenas uma pergunta: até chegar, não havia como saber aonde estava indo. O que importava era o próprio movimento de subir e descer a rua, espiando o que acontecia ou estava para acontecer, e as aglomerações nas esquinas. Somente sabia que não era possível voltar para casa: aparentemente, não há um lado oculto da lua.
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