O melhor de uma festa é esperar por ela, como dizem nossas velhas tias. De vestido azul e botas de salto ela percorria a rua onde a atmosfera se enchia cada vez mais de expectativa: era sexta-feira. O vento anunciava que o tempo mudaria de manhã, e era com arrepios que ela descia a rua, olhando às vezes para trás numa segunda natureza de metropolitana nata. Os vendedores de cerveja nas calçadas, de cachorro-quente na traseira dos carros e o cheiro da maconha nas esquinas lembravam, estranhamente, que aquele asfalto já fora terra e aquele sítio considerado calmo e longíquo.
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