quinta-feira, 27 de outubro de 2011
No tempo da maldade a gente nem tinha nascido
Há algo de irresistivelmente chique em tudo o que toca Chico Buarque: o ar quase distraído com que responde a uma entrevista, a mesma camisa com que sai pra caminhar todas as manhãs, o jeito de fumar ainda do tempo em que cigarro não fazia mal. Em compensação, tornou-se impossível ouvir o que ele escreve sem se tornar sentimental. Por isso há uma dose de inacreditável e ao mesmo tempo de saudável petulância em tocar e cantar Chico Buarque. Acrescente-se um pianista prodígio, três percussionistas e um pouco de sotaque pernambucano e o que era homenagem se transforma em obra-prima.
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